Charles Radcliffe (7 de dezembro de 1941 – 10 de julho de 2021) foi um crítico cultural, ativista político e teórico inglês conhecido por sua associação com o movimento situacionista.
Vida
Membro da ala de ação direta do movimento pacifista do início dos anos 1960, tornou-se colaborador regular da imprensa anarquista na Grã-Bretanha e em 1966 lançou Heatwave, uma revista radical produzida em Londres. Durou apenas dois números, mas foi citada no texto situacionista A miséria da vida estudantil como exemplo de uma das "tendências profundamente revolucionárias na crítica de todos os aspectos do modo de vida vigente". Seu tratamento da cultura popular desde então foi aclamado como inovador: o crítico Jon Savage disse que um texto de Radcliffe "lançou as bases para os 20 anos seguintes da teoria subcultural".
Heatwave esteve intimamente associada a Rebel Worker, uma revista influente, porém de curta duração, publicada em Chicago por Franklin Rosemont, Penelope Rosemont e Bernard Marszalek, à qual Radcliffe contribuiu. Eles eram membros da Industrial Workers of the World com ligações ao movimento surrealista na França, ao grupo socialista libertário britânico Solidarity e à Internacional Situacionista.
Radcliffe tornou-se membro da seção inglesa da I.S. em dezembro de 1966, ao lado de Chris Gray (situacionista), Donald Nicholson-Smith e T. J. Clark. Renunciou em novembro de 1967, e Gray, Nicholson-Smith e Clark foram expulsos logo em seguida.