Visão geral
No Hinduísmo, Pūtanā é uma rakshasi (demônia), que foi morta pelo deus-infante Krishna. Putana se disfarça como uma jovem e bela mulher e tenta matar o deus amamentando leite envenenado; no entanto, Krishna suga seu leite bem como sua vida por meio de seus seios. Putana também é considerada uma mãe adotiva de Krishna, pois o amamentou. Ao oferecer seu leite, Putana realizou "o supremo ato de devoção maternal", sob a sombra de seus motivos malignos. A lenda é contada e recontada nas escrituras hindus e alguns livros indianos, que a retratam variadamente como uma velha malvada ou uma demônia que se rendeu a Krishna, embora ela inicialmente tenha vindo com motivos malignos.
Putana é interpretada como uma doença infantil ou ave, simbolizando perigo para um bebê ou desejo respectivamente, e até mesmo como uma má mãe simbólica. Ela está incluída em um grupo de deusas mães hindus malévolas chamadas Matrikas e também no grupo de Yoginis e Grahinis (Seizadoras). Textos médicos indianos antigos prescrevem sua adoração para proteger as crianças de doenças. Um grupo de múltiplas Putanas é mencionado em textos indianos antigos.
Etimologia
A palavra "Pūtanā", dividida em "Pūt" (virtude) e "nā" (não) significa "desprovida de virtude". Outra explicação deriva "Pūtanā" de "Pūta" (purificador), significando assim "aquela que purifica". Herbert teoriza que "Pūtanā" deriva de "Put", um inferno na mitologia hindu, associado a pais e filhos. Assim, Herbert propõe, com base na etimologia e sua associação com as Matrikas, que Putana está intimamente ligada à maternidade. White traduz Putana como "fedorenta", e a relaciona com feridas pustulosas, cuja erupção é um sintoma de varicela. Putana também é o nome da arma ou uma forma da deusa da varíola, Sitala.
Lenda
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