Visão geral
William Gilbert Puckey (5 May 1805 – 27 March 1878), nascido em Penryn, Inglaterra, foi um missionário na Nova Zelândia. Acompanhou seus pais à Nova Zelândia aos 14 anos de idade. Tornou-se amplamente reconhecido como um dos melhores intérpretes de Māori na nascente missão. Conseguiu formar relações de confiança com muitos Māori influentes desde jovem, e em particular com Nōpera Panakareao, de Te Rarawa iwi em Kaitaia.
Na noite anterior à assinatura do Tratado de Waitangi em Kaitaia, Panakareao chamou Puckey e passou muito tempo discutindo e questionando o significado, a tradução e a importância do termo "kawanatanga" que Henry Williams havia usado no Tratado. Em seu discurso aos chefes reunidos (traduzido por Puckey e registrado por Richard Taylor na época), Panakareao endossou o Tratado. Disse que entendia as palavras do Tratado como significando que "a sombra da terra estava passando para a Rainha, enquanto a substância permanecia com os Māori", uma visão que ele reverteu de forma perspicaz e presciente um ano depois, à luz da experiência prática cada vez mais amarga em negociações subsequentes com as autoridades Pākehā, quando afirmou que via que a substância da terra havia passado para a Rainha e que a sombra permanecera com os Māori.
Em 1845 o Book of Common Prayer foi traduzido por um comitê composto por William Williams, Robert Maunsell, James Hamlin e William Puckey.
A fluência e a empatia de Puckey em te reo Māori o ajudaram a estabelecer relações e entendimentos eficazes com os Māori em Northland. Poucos outros Pākehā nos primeiros anos de contato conseguiam comunicar-se com tanta eficácia entre as raças. Puckey frequentemente se referia a si mesmo e à esposa em seus Diários como meros 'trabalhadores na vinha', e embora fosse modesto e humilde, o efeito real de seus trabalhos pode ter sido subestimado, em vida por Bishop Selwyn, que se recusou a considerá-lo candidato à ordenação, ostensivamente por falta de grego e latim (ignorando sua reconhecida capacidade de fornecer traduções precisas de Māori), e por historiadores subsequentes.
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